Pular para o conteúdo principal

O lobo por ela

"Nenhuma perfeição é suficente à satisfação de ninguém..."

E assim é a multimulher
Imperfeita
Insatisfeita
“Insensata”
Insegura
Impulsiva
Essa é a multimulher
Repleta de” in’s”
Ela não é uma heroína de quadrinhos
Tampouco de desenho animado
Ela é de carne e osso
Ela tem sentimentos
Porém não a subestime
Ela também tem seu próprio paradoxo
Não se iluda
Ela está repleta de adjetivos
Uns bons, outros ruins
Porém isso não a faz menor
Continua sendo minha multimulher
Não é tão difícil de entendê-la
Basta perceber
Ver
Entender
Ela não é o que aparenta
Impossível saber
Ela é mais intensa e complexa do que se pode imaginar
Não se atreva a desprezá-la
Ou tratá-la como mais uma
Ela não é
E por trás dessa multimulher
Existe um simples ser
Que a qualquer momento pode se transformar em um lobo
Lobo feroz
Que não se responsabiliza por seus atos
Que lutará sempre que preciso pra defende-la
Não subestime a multimulher
Não subestime o lobo
Não subestime a si mesmo
A sua doce imperfeição basta para minha insatisfação.

Comentários

  1. acho que preciso ser uma dessas. Uma loba.

    ResponderExcluir
  2. toda multimulher precisa de um lobo, e eu acho que vc já tem =**

    ResponderExcluir
  3. Meu lobo está dentro de mim mesma, segundo vc, né?
    Vou trazê-lo à tona..Estou precisando me defender do mundo
    ;)


    E não sou insensata me responsabilizo pelos meus atos!
    :P

    ResponderExcluir
  4. Direito de Resposta:
    O lobo no caso é alguém que está por trás da multimulher, alguém que está pronto para tudo e pode ou não se responsabilizar pelos atos.
    E todos tem um pouco de insesatez =D

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Há tudo a perder. Sincericide-se

Postagens mais visitadas deste blog

Gatilho

Aí está a história de um homem. Era uma história muito engraçada, não tinha enredo, não tinha nada. Um homem que a única certeza que tinha era as incertezas que o movia, perguntas sem resposta, inseguranças sem razão. E seu maior medo, a falta de certeza, não ter razão. Queria voar sem tirar os pés do chão. Ver além, através. Colher certezas, ouvi-las. Por isso ele andava. Caminhava pelos dias, passeava pelas horas, via o que não se vê, de olhos bem abertos, dizia o que não devia ser dito, sentia o indizível, se acreditava impossível. Tanto quanto impulsivo, expansível, imprevisível. Dava a cara a tapa. A cara, a face, a outra, o corpo, a alma e o coração. De tanto apanhar perdeu o medo. Doer, doía, mas fazia parte. Se atirava em cataratas, enquanto buscava o tédio das águas mansas. Falava de si com a destreza de um bom conhecedor. Falava. Falava quando só precisava ouvir. Buscava. Devoto de Nosso Senhor Jesus Crítico, se dizia too cool, e se morria e se matava a cada novo soluço. Nã…

Metonímias e Aliterações

Passeio pelas estações ouvindo grunhidos repetitivos semi nocivos, até que me pego cantarolando trechos de uma música qualquer daquela dupla pop que ninguém lembra o nome, o rosto, ou a poesia, não que fizesse alguma diferença. Hoje eu acordei olhei no espelho e não me vi. Horas a fio, o celular ferve por entre as mãos, silencioso e inquieto. Ensaiei centenas de maneiras de dizer um simples Hello, i want you let me jump in your play, mas me perdoe se eu não sei jogar, ou se talvez o saiba além das regras que insisto em (não) quebrar. Um joguinho é até divertido quando você está por perto. Penso que irei dobrá-lo, deixar me bater, vamos lá, querido, fique mais um pouco. I'll get him hot, show him what I've got. Revezo em encarar aqueles olhos, desejar aquela boca, e decifrar todos os teoremas fundamentais do universo. E daí que minh'alma segue num loop involuntário, divagando em diferentes infinitos... 
I need a hit, baby gimme it, it's dangerous I'm loving it, balb…

Alumínio

Sou desses que ousa dizer todas as coisas indizíveis das quais já ouvi calar. Enquadro em palavras e esquadrias fragmentos de absurdo abafados, suspirando os abusos. Nadando contra-corrente, incoerente, metendo os pés pelas mãos. Um. Dois. Três. Olhe bem para trás, e sem pensar em nada, pense no que realmente importa. Jogado no campo, fitando seus olhos, pergunto baixinho o que se ouve quando todos os ruídos calam? Quantas teses e antíteses nos trouxeram até aqui? Quantos poréns, mas, entre tantos sins e nãos, entre tantos lençóis. Desfilo em silêncio por entre a sala de jantar, desenho um cigarro no ar, chá entre as pernas, mas algo me escapa. Quão além da superfície se pode ir sem respirar? E quando tudo não passa de um segundo, quanto tempo sobra de tudo? Todas as minhas filosofias baratas, ignoradas pelos homens de bem, agora habitam nossos silêncios, justo quando o mundo pede um pouco mais de alma. Será que o tempo parou ou a gente que não viu? Nessas noites, desses muitos quere…