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Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2009

Isso é a "gente" ?!

Cada vez mais enlatados. Acorrentados a uma realidade fantasiosa, luzes de neon indicam o caminho incerto. Hoje pessoas como eu, assim tão normais, vivem, ou melhor pensam que vivem. Todos "vítimas do sistema", sistema esse que vigia e controla cada passo infalso, falso. Se ousar falar, eu vou te apagar, e isso acontece, mais comum do que muitos pensam. Ao contrário do que muitos devem estar achando, esta não é uma crítica ao sistema, a ele nada tenho contra, a crítica é ao não ser-humano. Orkut, Twitter, Blogger, fazemos parte da geração "Google", passamos mais tempo cuidando de nossas vidas virtuais, do que o mundo aqui fora, e falo isso por mim. Nesse momento não sou hipócrita, o poderia ser, mas opto por não, ofereço minha cara a tapa, para que eu mesmo poça esmurra-lá.  Eu, solteiro, nascido em 15 de dezembro, 18 anos, poliglota, interessado em amigos, contatos profissionais e companheiros para atividades. Sem filhos, de naturalidade hispânica ou latina, detento…

Viagem ao centro da Terra

Nem tanto ao céu, nem tanto a Terra. A fachada já era conhecida, bem como vagamente a entrada, como poderia esquecer aquela outra fatídica tarde. Já passara das treze horas, seu estômago dava giros de 360 graus, virava do avesso, seu metabolismo mais acelerado que nunca, apenas sintomas físicos de seu grande mal mental. Um último suspiro, despediu-se e desceu do carro, em meio seu alvoroço quase que foi atropelado, foi então que subitamente estalou em seu sub consciente, dabu, soltou aquele sorriso tímido onde mostrava um quarto dos dentes. Vendo que não havia mais como fugir, adentrou no prédio, esbanjava segurança e uma certa metidez em seu semblante. Foi quando se deparou com uma rampa bifurcada, ora será que havia alguma diferença de percurso, será que essa escolha influenciaria em algo importante. Instintivamente escolheu o lado mais movimentado, camuflando-se entre aquela gente toda, não queria ser notado, ao menos não ainda. Ao fim da descida, seu maior susto, uma ladeira imensa…

Bom dia

Estranhamente a noite havia sido de um sono profundo, talvez pela primeira vez a tal rotina havia sido quebrada, quem sabe fosse um bom sinal. Estava aproximadamente há uma semana parado, quem sabe numa tentativa de estabilizar o emocional, não saberia se de alguma forma aquela atitude iria surtir efeito, afinal ainda se encontrava receoso tanto com o que ainda estaria por vir, quanto com a reação daqueles que conviviam com ele. Desta última aflição não teve muito a fazer, simplesmente suas atitudes de desaparecimento súbito e fuga contínua entregavam suas intenções, e como não podia ser diferente, deixou assim ficar subentendido. Não se fazia necessário o uso do despertador naquele dia, mas por via das dúvidas o mesmo encontrava-se programado pontualmente para o meio-dia. Levantou-se antes mesmo de qualquer som que viesse a atrapalhar seu sono, acreditava que ainda fosse cedo, mesmo que torcesse que ao menos passasse das oito, dito e feito, os ponteiros do relógio da cozinha marcava co…

Coletânea

E é isso que me faz sentir bem, saber que eu estava errado, e este é o momento mais propício para me retratar.
Em um dos últimos posts, "Despedida", fui tomado pela infeliz ideia desse tal adeus disfarçado de até logo, mas agora eu já tenho outra opinião em relação, acredito que foi um até logo disfarçado de adeus, ou melhor mal interpretado como um adeus.
É preciso sim entender que cada pessoa mantêm prioridades e necessidades diferentes uma das outras, mas mesmo assim nem sempre a ideia é acolhida de bom grado, como não foi por mim. Era um mundo diferente do que hoje tenho em minhas mãos, e talvez isto tivesse sido o que havia restado daquela redoma, onde nada parecia acontecer, somente aquele vendaval de sentimentos indefinidos. Tudo, corrijo, 90% daquele passado foi destruída de forma brusca, tão inesperada que mal deu tempo de me acostumar com a situação, e não deu, era fatos em cima de fatos, sentimentos por cima de sentimentos, mágoas veladas, angústias que nem a mim me…

Teoria do Estado

Após a descida na ilha, os sobreviventes, apesar de todo o pânico e desconforto, sabiam que de alguma forma deveriam se unir em prol do bem comum do grupo.
A primeira tarefa a ser discutida em comum acordo, foi a indicação de nomes capazes de lidar com a organização e representação do grupo. Cinco nomes foram escolhidos, e entre os mesmos distribuídas as seguintes tarefas: o primeiro ficou encarregado de formar uma equipe capaz de a ordem entre o grupo, o segundo tomou para si o poder de exercer o julgamento dos atos ocorridos, o terceiro se encarregou de criar normas de convivência, o quarto funcionava como uma espécie de porta-voz dos interesses dos sobreviventes, e por último o encarregado de ministrar e organizar o bom funcionamento das demais tarefas.
Até o último momento, os cem sobreviventes conseguiram manter uma ordem adequada à convivência do grupo, criando de certa forma a base do que é chamado de Estado.

Texto baseado em trabalho feito por Felipe José de Alcantara A…

Além de uma mudança de hábito...

Mudanças são necessárias e inevitáveis.
Dessa forma eu encontro um ponto de partida
Tão volúvel quanto o que a pouco pensei
E não escrevi
Metamorfose
Mutação
Evolução
Mudança
Tudo muda
O que foi há um segundo, já não é mais
O que é agora, já mudou
E é assim que funciona
As pessoas mudam
Opiniões mudam
Sentimentos mudam
Então como eu haveria de não mudar
Se o mundo inteiro muda
Nada permanece intacto
Um nada
Um tudo
O sol muda
O céu muda
O tempo muda
Mudar, mudar, mudar
Tudo cede seu lugar
Já dizia na ciência
“Nada se cria, tudo se transforma”
Mudar
Melhorar
Se reinventar
Não há escolha
É um risco que se corre
O risco é não correr
Viver é um risco
Mudar é um risco
Se adequar
Se encaixar
Crescer
Fazer de si
Metamorfose, ambulante
Fazer-se ser
Fazer-se crer
Mudar, mudar, mudar
Essa é minha rotina
Fazer mudança
E se "nada do que foi será denovo do jeito que já foi um dia"
Meu destino é me mudar...

Despedida

Não pensei que um dia chegaria a tanto, minto, pensei, e como pensei, só não imaginei que meus medos dramáticos tão cedo tornariam-se realidade.
Foram horas difíceis e momentos estranhos, a vida correndo em rio raso, essa era a definição, não conseguiria nada melhor que isso. Há tempos não via mais as coisas como antes, talvez porque já não eram como antes, talvez eu não fosse como antes. Verdade, as coisas mudaram e eu também mudei. A vida confortável, inabalável, ilienarravel, tudo que outrora existia, não há mais, não há mais aquela pureza que nós respirávamos, não há mais os sorrisos que trocávamos, sequer as brigas que brigávamos. Vocês me prometeram que isso não mudaria, não puderam cumprir suas palavras, mas não os culpo, não, não há culpados, não há vítimas, tampouco vilões e mocinhos, o que há é um passado, memorável... claro, um presente, virtuoso... verdade, e um futuro, inimaginável... talvez!
Eles estão seguindo com a vida... Existem outras prioridades, outros afazeres, out…