Pular para o conteúdo principal

Agora, só agora

Eu queria ter o que falar
Alguma coisa pra compartilhar
Tirar do peito essa dor
Ó céus, mas que dor?
Alguém pára o mundo que eu quero descer
Quero um intervalo
Quero respirar
Talvez um descongestionante ajudaria
Sei lá
A vida tem momentos que são impossíveis de expressar em palavras
Eu tenho tudo para estar deprimido
Não estou
Tudo para estar feliz
Não estou
Tudo para estar exatamente como estou
Estagnado
Não dá pra reclamar que nada acontece
Mas nada flui
Não há dinâmica
Andamento
Eu quero amar
Mais que isso
Uma paixão arrebatadora que me desmonte o coração
Que me faça fazer loucuras
Insanidades
Quero correr o mundo atrás de um significado
Quero respostas
Mas antes preciso das perguntas
Quero fama, quero dinheiro, quero mulher, quero sexo

Tudo exatamente ao alcance das mãos
Talvez seja pedir demais
Talvez seja sonhar demais
Nada disso
Ainda deve ser pouco
Mas devo confessar, nesse momento a única coisa que realmente queria
Era ter um amigo pra confessar esses meus acessos
Alguém que me ouvisse, que me fizesse rir
Que acendesse um cigarro
Trouxesse uma cerveja
Alguém que me fizesse bem...

Comentários

  1. Aii, pq vc escreve justamente aquilo q estou sentindo hein?? Justamente, claramente aquilo q estou sentindo, passando, vivendo! Estamos mesmos em sintonia...
    E vc escreveu maravilhosamente beeem, sim!

    ResponderExcluir
  2. Quer um amigo, apenas isso? E a unica coisa que importa no mundo, o amor.. Isso todos queremos... E pra alcançar é preciso saber onde e como buscar. E a resposta é uma pra cada um. É individual. Para isso servem os blogs... Acesso a respostas ou, mesmo, desabafos ;)

    ResponderExcluir
  3. "Sei lá
    A vida tem momentos que são impossíveis de expressar em palavras."Achei linda essa parte!!!:D

    ResponderExcluir
  4. Sabe quando você ler algo que parece que foi escrito sobre você, por você e para você?
    Pois é, foi o que me aconteceu agora.
    Lindos versos.
    __
    http://planetabandonado.blogspot.com

    ResponderExcluir
  5. Tua escrita abriga esferas meu amigo... obrigado pelo ótimo texto!

    Uacht!
    http://dadonanet.blogspot.com

    ResponderExcluir
  6. Estar sozinho é um saco. A compania é que nos faz sermos pessoas diferentes, visto que apenas o convívio com pessoas, ou a falta dele, pode mudar pessoas.

    http://paralaxehiperbolica.blogspot.com

    ResponderExcluir
  7. É tão ruim se sentir assim, porque sabemos que não sentimos nada...

    ResponderExcluir
  8. É, xuxu, a vida tem desses momentos de apatia estática... Eu só acho que amigos que te acendem cigarros e te trazem cerveja não vão te fazer bem.. :x hsahsuahsuahuahsuahs

    ó, post novo!
    :*

    ResponderExcluir
  9. Quero um intervalo
    Quero respirar me indentifiquei com seu blog.
    bom...amado estou te seguindo! aguardo ansiosamente por outras visistas bejaoo!

    ResponderExcluir
  10. Perfeito seu texto!
    "A vida tem momentos que são impossíveis de expressar em palavras"
    Tô passando exatamente por isso!
    =D
    Mas enfim, gostei muito da sua escrita! parabéns


    http://rainbowpeb.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  11. Rapaz! que texto,eim!!
    Maravilhoso e afidissimo!
    gostei!
    Você traduziu o que muitas pessoas sentem em silencio!
    Pior do que sofrer é simplesmente essa apatia...

    Parabéns,escritor!

    ResponderExcluir
  12. Eu quero dinheiro. E sexo.

    ResponderExcluir
  13. Amei, Lipo! XD
    Eu quero dinheiro. Ponto.

    ResponderExcluir
  14. Talvez nao um amigo do lado pra desabafar, mas pelo menos varios aqui, pra ajudar a tirar esse peso q atrapalha a vida

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Há tudo a perder. Sincericide-se

Postagens mais visitadas deste blog

Mônica

Hoje foi não foi um dia fácil, corri meio sem rumo, desacreditado, honrando compromissos que não pareciam se encaixar, seguindo o fluxo, deixando me levar. Fiz mais do que pude, falei mais do que sei, o tal peso da vida adulta. Já passa das 11, poderia escrever que estou sentado num sofá de couro, as luzes da cidade sobre mim, uma taça de vinho repousando sobre minhas pernas, uma fotografia perfeita para textos perfeitos. Mas minhas polaroides são borradas. Estou rencostado meio de lado, as costas doem, virei chácaras de café, relutante em dormir por essa noite, e te encontrar outra vez. Não vou mentir das vezes que pensei em você, das muitas vezes que meu coração saltou garganta afora ou ver seu nome cintilando no vidro fosco, e todo o circo que armei tentando agradar. Eu não sei onde quero chegar. Existe uma vida antes e outras dez depois de nós, ainda assim você não sai do meu sentimento. Ah, piegas, coisa de escritor romântico, que busca palavras bonitas para o ser amado. Coisa n…

Metonímias e Aliterações

Passeio pelas estações ouvindo grunhidos repetitivos semi nocivos, até que me pego cantarolando trechos de uma música qualquer daquela dupla pop que ninguém lembra o nome, o rosto, ou a poesia, não que fizesse alguma diferença. Hoje eu acordei olhei no espelho e não me vi. Horas a fio, o celular ferve por entre as mãos, silencioso e inquieto. Ensaiei centenas de maneiras de dizer um simples Hello, i want you let me jump in your play, mas me perdoe se eu não sei jogar, ou se talvez o saiba além das regras que insisto em (não) quebrar. Um joguinho é até divertido quando você está por perto. Penso que irei dobrá-lo, deixar me bater, vamos lá, querido, fique mais um pouco. I'll get him hot, show him what I've got. Revezo em encarar aqueles olhos, desejar aquela boca, e decifrar todos os teoremas fundamentais do universo. E daí que minh'alma segue num loop involuntário, divagando em diferentes infinitos... 
I need a hit, baby gimme it, it's dangerous I'm loving it, balb…

Alumínio

Sou desses que ousa dizer todas as coisas indizíveis das quais já ouvi calar. Enquadro em palavras e esquadrias fragmentos de absurdo abafados, suspirando os abusos. Nadando contra-corrente, incoerente, metendo os pés pelas mãos. Um. Dois. Três. Olhe bem para trás, e sem pensar em nada, pense no que realmente importa. Jogado no campo, fitando seus olhos, pergunto baixinho o que se ouve quando todos os ruídos calam? Quantas teses e antíteses nos trouxeram até aqui? Quantos poréns, mas, entre tantos sins e nãos, entre tantos lençóis. Desfilo em silêncio por entre a sala de jantar, desenho um cigarro no ar, chá entre as pernas, mas algo me escapa. Quão além da superfície se pode ir sem respirar? E quando tudo não passa de um segundo, quanto tempo sobra de tudo? Todas as minhas filosofias baratas, ignoradas pelos homens de bem, agora habitam nossos silêncios, justo quando o mundo pede um pouco mais de alma. Será que o tempo parou ou a gente que não viu? Nessas noites, desses muitos quere…