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Mostrando postagens de Novembro, 2009

Simples lembraças

Hoje lembrei.
Lembrei de cada momento, como se este fosse o último. Lembrei cada sorriso dado, cada lágrima, cada timidez, cada briga, cada abraço. Nada passou desapercebido.
Lembrei de todos que um dia passaram por aqui. Bons, maus, bonitos, feios, carinhosos, estúpidos. Lembrei cada personalidade que vi.
Lembrei das duplas, trios, quartetos, quintetos e sextetos. Lembrei de cada grupo, cada tribo, cada raça, cada povo.
Lembrei da China, da Grécia, da Inglaterra, de Portugal, do Brasil.
Lembrei da escola, da escada, da grade, da fonte, do céu.
Lembrei da universidade, da biblioteca, dos professores, dos surtos.
Por algum motivo desconhecido eu lembrei de tudo, e foi como se acordasse de uma amnésia.
Eu dormi, apaguei, ou simplesmente selecionei o que queria, devia, lembrar. Mas hoje lembrei.
Lembrei daqueles que já amei, de todos que odiei. Tudo que proclamei, e até do que difamei. Lembrei.
Lembrei de quem eu era a dez anos, depois a sete, cinco, dois... Lembrei daquele menino que corria na ru…

Meu medo

Eu tive um sonho, e nesse sonho você, quase, foi minha.
Você vestia um lindo vestido preto, feroz. Seus cachos delineavam seu cabelo, mais que a última imagem que tinha em minha memória. Seus olhos me fitavam com ardor, algo que jamais vira em quaisquer outros olhos. Sua pele pálida reluzia sob a luz do luar. Seus lábios rosados, eram um perigo.
Era inacreditável, você estava ali, a poucos centímetros de mim, pela segunda vez. Não saberia explicar, mas eu me sentia confortável, talvez fosse efeito do whisky, que a essas horas era mais gelo que álcool.
O cenário era de um conto de fadas, um tanto quanto contemporâneo, mas na essência ainda era um conto de fadas. Uma casa antiga, iluminada, flores caindo a todo momento do céu. Leves gotículas de chuva, e aquele barulho das arpas.
Tudo bem eu sei que esse papo de amor, romance, e príncipe encantado, já está pra lá de demodê, mas quem sabe você ainda pense como eu.
No sonho, eu te tirei pra dançar, não era valsa, não era bossa, erra um pagode …

Identifique-se

"Sei que estive só, Afastado, esquecendo, Misturando coisas, Disfarçando, refazendo" (9MA)
De alguma forma esse trecho da música Misturando Coisas, tem sido o bordão dos meus últimos dias. E não que o que ele transmite seja algo negativo, ou que eu não me sinta bem com isso, muito pelo contrário. É um momento de introspecção, tem sido sempre assim. Os finais de ano remetem a novos planos de uma nova vida, e por mais cético que alguém venha a ser, ninguém está imune a essa vontade insaciável de mudança. Deve ser da essência do ser humano, mais ainda de mim. Se algo ficar estático por mais de alguns instantes podem crer, algo está errado, e quase sempre está. Fica assim destinado ao tédio.
Tenho sentindo falta de me dedicar a coisas que eu realmente acredito. Sentimentos que se foram, outros tantos que reaparecem, sem falar naqueles desconhecidos. É tudo muito bem-vindo. A ordem é de reciclagem total. Preciso reformular minha vida, não de forma drástica, preciso reformar certos po…