Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2010

Formidável Mundo Cão

Só não sei o que mata mais, teu silencio ou tuas secas palavras molhadas. Já não quero mais responder as tuas perguntas, nem ouvir seus comentários miseráveis, seus julgamentos... E esses seus olhares? Não, não aguento. Mas não se cale, não quero, tampouco se omita ou me deixe só, eu tenho medo do escuro, do inseguro, dos fantasmas da minha voz. Mas vá, saia já daqui, agora, para sempre, e em nenhum instante. Não sei, não sei o que quero, o que penso, o que é... Apenas enxergo à minha volta tudo o que não quero, agora, são todas essas coisas que eu odeio girando ao meu redor, voltando à mim. E um basta, meu basta, não basta. Não, não quero te ver, porque sempre que você vem e vai, me fere, leva tudo com você, e se pudesse levava até a saudade mas sempre deixa, impregnada em cada fração de mim. Ehh... Tudo mais conspira ao pior, meu pior, meu melhor, ao desespero, ao suicídio... E à covardia... Brinda-se. E como se não fosse o suficiente, me calo, me sufoco, me afogo, e você não me afaga. Vo…

Disfarça e chora

Quem é mais sentimental que eu?    Sempre soube que a pessoa mais sentimental que eu conhecia era eu mesmo. Sempre soube que meus sentimentos exagerados e sempre tão a flor da pele, dificilmente me levariam para onde eu tanto queria. Sempre soube, como isso fosse fazer alguma diferença.    Eu sempre soube de tantas coisas... Sempre soube que viver não seria fácil, mas nem por isso eu deixei de fazê-lo. Teimosia, eu sei. Quem vê assim é capaz de pensar... Eu sei de tantas coisas, sou quase um orákulo, um gênio. Ah, a quem queremos enganar? De que adianta tanto saber, se pouco se pode fazer, ou mais apropriadamente, pouco sou capaz de fazer.    Sempre soube que nunca soube controlar meus sentimentos, sempre soube que firmeza era algo que me faltava nesse aspecto, mas saber não fez a menor diferença. É sempre como um ciclo, uma onda, vem e vai, sempre volta. É só falar com você, pensar em você, olhar pra você... Eu queria ter você aqui, sabe, como nos velhos tempos?!    Ai você vem e di…

50 por 1

O tic tac acelerado do relógio não disfarça a ansiedade do tempo, que corre sem sair do lugar, perdendo-se de vista os próprios ponteiros. Hoje deixaram uma encomenda na porta daqui de casa, não sei quem pode ter sido. Era uma caixa preta, com detalhes em prata, ou ouro, não sei se sou capaz de, nesse momento, diferenciar. Uma embalagem muito bem feita, coisa fina, mas sem remetente. Não pude exitar em abrir aquelepacote, a curiosidade nãopermitia. Mas e se fosse uma bomba? Ah, que se exploda – pensei – mas de certo aquilo não seria uma bomba. Me enganei. Era, de fato, uma bomba, não daquelas que faz “boom”, mas daquelas que faz “tum-tum-tum” no coração. Dentro da pequena caixa havia um papel de seda revestido todo o seu interior, protegendo aquilo que os correios intitularam de “frágil”. Ora, frágil sou eu, no dia que aquilo se tornar frágil, de fato a professia do fim do mundo se tornará realidade. Junto ao embrulho de papel, um guardanapo com apenas uma pergunta: “Será que isso ainda…

E.Q.M.

E foi estranho te ver, parada em minha porta, escondendo-se da chuva. Foi estranho te ver e não sentir nada, ouvir e não entender, não tenho palavras suficientes para descrever o quão perplexo estava. Sim, surpreso fiquei, mas não passou disso, infelizmente não passou. Seus gestos, sorrisos, e tudo aquilo que você me falava e que soava tão esdrúxulo, pequeno, um nada. Qualquer coisa tinha mais brilho que meu olhar, qualquer coração pulsava mais que o meu, senti-me quase morto. É, foi isso, deve ter sido aquilo que chamam de experiência de quase morte. E pra você, claro, foi estranho. Estranho perceber que não mais me possuía, que não poderia brincar mais, estranho reparar que passou, mais pra mim que pra você. Mas como assim? É difícil entender, como passou pra mim e ficou pra você, se em momento algum, nem por um segundo que fosse esteve pra você. Você já pronunciou isso, uma, duas, três, ou sabe-se lá quantas vezes você fez questão de gritar aos quatro ventos que jamais aquele sentiment…

Um salto ao fim do mundo

Depois de algum tempo resolvi voltar, voltar para onde nunca deveria ter saído. E não sei muito bem se fiz bem, em sair ou voltar, não sei. Como sempre, ou como nunca não sei. Se vou ficar, ainda é cedo pra dizer, é cedo, é tarde, é tudo tão tanto faz.


De verdade, nunca me considerei uma pessoa muito normal, de um tempo pra cá então, cada vez mais delirante, é normal? Não! Talvez seja até a intenção, fugir da normalidade, ser marginal, o outro lado sempre parece mais interessante, e mais errado, ah se houvesse coragem.


Medo, é o que há, medo de experimentar, medo de mudar, medo de, afinal medo de que? Não há, houve. E eu sei que você percebe mais que eu, vê além, alguém que me conhece melhor que eu mesmo, não é muito difícil quando se conhece até mesmo os segredos que cismo em esconder, de você, dele, dela, de nós.


Sem saída, é como me sinto, estranhamente, porque todas as portas estão abertas, mas ainda não sei o que fazer, o tempo está acabando, não sei o que vai acontecer, o tic tac d…

O Escárnio

Quantas vezes eu te disse que não seria eu aquilo, aquele, que procuravas?!
Eu insisti, trocentas vezes, eu te falei. Eu nunca fui confiável, você não admitia, mas no fundo sabia.
Quando decidiu me dar uma chance, você sempre soube que eu jamais, ouça bem, jamais, poderia retribuir aquilo que tu tanto querias de mim. Mas ainda assim você, em sua tão insuportável teimosia, e seu jeitinho compreensível, que ainda hoje me embrulha o estômago, quis ir adiante.
Eu avisei.
Quando digo que nasci pra antagonizar uma novela das oito, que tenho tendencias psicopatas, natureza bipolar, ou tantos outros distúrbios que já te falei, nunca, veja, nunca menti. Ah... você sempre com esse sorrisinho que dá nos nervos.
Olha eu já disse nunca me provoque...
Você quem quis passar por cima de todos os meu irritantes defeitos, quis me amar, quis me idolatrar... Você realmente é um ser insignificante mesmo, como pode se rebaixar a tanto.
Eu não vou voltar hoje, amanhã, nem nunca mais, sua existencia inexiste…

Deixe-me voar

{...} Você é sempre o escolhido para ouvir minhas tolices. Eu sei que já não deve mais aguentar a minha presença, nem essas rabiscos que ainda ousamos chamar de carta. Por favor mais uma vez, me escuta... Eu sei que você sabe o quanto eu tenho lutado para poder estar sempre comigo - é deve ser estranho de se ler mas acredite, mais ainda é escrever - o quanto tem sido difícil cumprir aquele nosso pacto, lembra? Quando eu te prometi que jamais eu iria deixar de ser eu? Eu lembro, e bem... todos os dias quando acordo, levanto da cama e arrasto meus chinelos velhos pelo frígido assoalho de madeira, e desastrosamente me atrevo a encarar o espelho. Não sei com que coragem ainda faço isso, eu definitivamente não nasci para espelhos, eles são cruéis, te mostram tal qual é, e isso dói, ver que alguém pode ver como eu sou dói. Por favor não tenta agora tentar levantar minha moral, apenas me ouve. Voltando ao nosso acordo. Tem sido difícil... até hoje, mesmo por muitos momentos fraquejando, eu cons…

Nada é mais falso que uma verdade estabelecida

Mais um tempo afastado, dessa vez nem por querer foi. A vida anda meio corrida, e já nem tenho mais aquela mesma necessidade, e criatividade, de antes pra conseguir manter o blog atualizado. Talvez sequer eu consiga me manter atualizado, mas agora eu realmente preciso falar, e se vocês me ajudarem eu preciso entender. Há algum tempo que um nó no meio da minha garganta tem me incomodado. Afinal o que é verdade? Ouço pessoas gritando aos quatro ventos que acima de qualquer coisa só admite uma pessoa verdadeira. Mas alguém consegue me dizer o que é verdade? Sinceramente, não acho que ninguem seja capaz de fato saber o que é verdade, ou melhor, não acredito em hipotese alguma que existe alguem que seja o detentor da verdade. Quem nunca mentiu? Quem nunca foi falso, o mínimo que seja? Quem nunca errou?
Pelo que ando vendo o mundo esta  cheio de pessoas que podem responder "EU", pra todas as questões acima, afinal queridos amigos o que mais há nessa vida são pessoas detentoras da ver…

A mulher que eu amo

Ela não é uma super mulher
Não é uma estrela
Não tem super poderes, tampouco é invensível.

Não vôoa
Não tem lazer, nem sequer luta contra monstros.

Ela tem carne
Ela tem osso
Ela sente
Sofre
Chora
Berra
Chinga
Beija
Ri

Ela é exagerada, e como é
Ela é dramática, e como é
Ela é sonhadora, e como é
Ela é metódica, e como é
Ela é controladora, e como é...

Ela não é a virtude em pessoa
Não é sempre carinho
Sempre amor
Sempre abraços

Ela é real
Respira
Vive e me faz viver

Ela não é uma
Ela é mil
São tantas em uma
Uma em tantas

Ela é carinho
Ela é tesão
Ela é amor
E sempre paixão

Cada pedaço
Cada trejeito
Cada atitude
Cada vício
Cada qualidade
Cada defeito

Tudo isso é a mulher que eu amo...

Sinta-se à vontade

Eu voltei! Sim, agora pra ficar! Talvez aqui seja o meu lugar... Um bom jeito de recomeçar. Foi exatamente isso que eu busquei durante o último mês, mais intensamente nos últimos dias. Se eu encontrei? Não! Então por consequência, não deveria estar aqui, mesmo assim insisto e estou de volta. Quando eu decidi abandonar este espaço por tempo indeterminado, eu não esperava que fosse me fazer tanta falta. No último ano este blog, e por tabela a platéia(seguidores), foram meus fiéis companheiros. A cada postagem, poema, conto, desabafo, ou simples perdas de tempo, estavam aqui. E isso foi bom, foi mais, foi essencial.  Analisando hoje, acredito que grande parte da maturidade emocional que hoje posso dizer que tenho, foi devido a esse espaço. Poder desabafar, criar, desenvolver, dar vasão a todas as emoções, angústias, medos, traumas, isso foi e sempre será um marco na minha história.  Sei que isso pode parecer besteira, balela, mas foi assim. Quem me conhece sabe, nunca fui uma pessoal fácil d…