Pular para o conteúdo principal

Sinta-se à vontade

Eu voltei! Sim, agora pra ficar! Talvez aqui seja o meu lugar...
Um bom jeito de recomeçar. Foi exatamente isso que eu busquei durante o último mês, mais intensamente nos últimos dias. Se eu encontrei? Não! Então por consequência, não deveria estar aqui, mesmo assim insisto e estou de volta.
Quando eu decidi abandonar este espaço por tempo indeterminado, eu não esperava que fosse me fazer tanta falta. No último ano este blog, e por tabela a platéia(seguidores), foram meus fiéis companheiros. A cada postagem, poema, conto, desabafo, ou simples perdas de tempo, estavam aqui. E isso foi bom, foi mais, foi essencial. 
Analisando hoje, acredito que grande parte da maturidade emocional que hoje posso dizer que tenho, foi devido a esse espaço. Poder desabafar, criar, desenvolver, dar vasão a todas as emoções, angústias, medos, traumas, isso foi e sempre será um marco na minha história. 
Sei que isso pode parecer besteira, balela, mas foi assim. Quem me conhece sabe, nunca fui uma pessoal fácil de se lidar, hoje sou no mínimo mais tolerável, e tolerante. Minhas atitudes e opiniões me renderam alguns adjetivos nem um pouco agradáveis: metido, egoísta, mimado, cheguei a ser comparado a um psicopata, vilão de novela das oito. Eu aprendi a conviver com esses rótulos, acho que até mais que isso, eu me condicionei a obedecer esses rótulos. Hoje eu vejo como foi divertido interpretar esse papel, fui tão convincente que quase me enganei. 
E me diverti, e é por isso que eu resolvi voltar, exatamente pra este lugar. Não faria sentindo começar do zero. Eu tive que voltar, eu quis voltar, me pediram pra voltar. O que eu vou fazer? Não tenho a mínima idéia, só sei que vou me divertir, e se alguém quiser vir junto, sinta-se à vontade, a porta está aberta, é só entrar...




Comentários

  1. Lipooo!
    Qto tempo hein?! rs
    Sei bem do que fala, pq fiquei longe por um tempo e sei como isso fez falta.
    Assim como vc, tbm estou de volta.

    :D

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Sinta-se à vontade, querido.Os nossos medos são reais o bastante para nos impulsionarmos a seguir a vida. Por isso, acho que "seus" rótulos o fizeram crer o quanto é importante conviver com eles e , melhor, amadurecer as idéias. Sim, pq interpretar a vida de forma variada e saber ser variável é enriquecedor. Ah... mas sem nunca perder a própria essência. Acho que vc é um grande vencedor e pq não dizer um exemplo àqueles que desejam desistir?

    bjokas

    ResponderExcluir
  4. Que bom que voltou =)
    Eu acho que não devemos desistir das coisas quando existe uma possibilidade de nos fazer falta, mesmo que esta seja pequena!

    ResponderExcluir
  5. Voltamoooos!! Q bom estar de volta, assim vc coloca pra fora, muda, assume, faz coisas. Sei bem como é. Fases de transformação!
    Seja bem-vindo de volta!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Há tudo a perder. Sincericide-se

Postagens mais visitadas deste blog

Metonímias e Aliterações

Passeio pelas estações ouvindo grunhidos repetitivos semi nocivos, até que me pego cantarolando trechos de uma música qualquer daquela dupla pop que ninguém lembra o nome, o rosto, ou a poesia, não que fizesse alguma diferença. Hoje eu acordei olhei no espelho e não me vi. Horas a fio, o celular ferve por entre as mãos, silencioso e inquieto. Ensaiei centenas de maneiras de dizer um simples Hello, i want you let me jump in your play, mas me perdoe se eu não sei jogar, ou se talvez o saiba além das regras que insisto em (não) quebrar. Um joguinho é até divertido quando você está por perto. Penso que irei dobrá-lo, deixar me bater, vamos lá, querido, fique mais um pouco. I'll get him hot, show him what I've got. Revezo em encarar aqueles olhos, desejar aquela boca, e decifrar todos os teoremas fundamentais do universo. E daí que minh'alma segue num loop involuntário, divagando em diferentes infinitos... 
I need a hit, baby gimme it, it's dangerous I'm loving it, balb…

Melodrama

We accept the love we think we deserve.
Mas daí acordamos numa manhã ensolarada qualquer - setembro, talvez dezembro, o dia não importa - e antes mesmo de levantar da cama achamos que merecemos mais. 
Em minha mente ecoa um pedido de paz, pode ser tua voz, ou a minha própria. Você fala o que precisa ser dito, com letras bonitas e palavras difíceis. Um soco no estômago a ser sentido em suaves prestações, 48 horas depois.
Pra acordar é preciso estar dormindo.  Quase meio dia e ainda encaro fixamente a porta aberta, é como olhar pra trás, e lembrar da nossa história fadada ao afastamento. Assim como tudo na vida, eventualmente, acaba bem. And I know that I'll be happier. Como na música que eu ousei dizer ser nossa. Parece que não estávamos tão errados.
As lágrimas que escorrem pelo meu rosto hoje não voltarão a te tirar o sono amanhã. E não vamos aqui trabalhar esteriótipos de culpa ou falsas promessas de pra sempre. O sofrimento é cláusula leonina em qualquer caso, sem desculpas, é sob a …

Alumínio

Sou desses que ousa dizer todas as coisas indizíveis das quais já ouvi calar. Enquadro em palavras e esquadrias fragmentos de absurdo abafados, suspirando os abusos. Nadando contra-corrente, incoerente, metendo os pés pelas mãos. Um. Dois. Três. Olhe bem para trás, e sem pensar em nada, pense no que realmente importa. Jogado no campo, fitando seus olhos, pergunto baixinho o que se ouve quando todos os ruídos calam? Quantas teses e antíteses nos trouxeram até aqui? Quantos poréns, mas, entre tantos sins e nãos, entre tantos lençóis. Desfilo em silêncio por entre a sala de jantar, desenho um cigarro no ar, chá entre as pernas, mas algo me escapa. Quão além da superfície se pode ir sem respirar? E quando tudo não passa de um segundo, quanto tempo sobra de tudo? Todas as minhas filosofias baratas, ignoradas pelos homens de bem, agora habitam nossos silêncios, justo quando o mundo pede um pouco mais de alma. Será que o tempo parou ou a gente que não viu? Nessas noites, desses muitos quere…