Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Julho, 2010

E.Q.M.

E foi estranho te ver, parada em minha porta, escondendo-se da chuva. Foi estranho te ver e não sentir nada, ouvir e não entender, não tenho palavras suficientes para descrever o quão perplexo estava. Sim, surpreso fiquei, mas não passou disso, infelizmente não passou. Seus gestos, sorrisos, e tudo aquilo que você me falava e que soava tão esdrúxulo, pequeno, um nada. Qualquer coisa tinha mais brilho que meu olhar, qualquer coração pulsava mais que o meu, senti-me quase morto. É, foi isso, deve ter sido aquilo que chamam de experiência de quase morte. E pra você, claro, foi estranho. Estranho perceber que não mais me possuía, que não poderia brincar mais, estranho reparar que passou, mais pra mim que pra você. Mas como assim? É difícil entender, como passou pra mim e ficou pra você, se em momento algum, nem por um segundo que fosse esteve pra você. Você já pronunciou isso, uma, duas, três, ou sabe-se lá quantas vezes você fez questão de gritar aos quatro ventos que jamais aquele sentiment…

Um salto ao fim do mundo

Depois de algum tempo resolvi voltar, voltar para onde nunca deveria ter saído. E não sei muito bem se fiz bem, em sair ou voltar, não sei. Como sempre, ou como nunca não sei. Se vou ficar, ainda é cedo pra dizer, é cedo, é tarde, é tudo tão tanto faz.


De verdade, nunca me considerei uma pessoa muito normal, de um tempo pra cá então, cada vez mais delirante, é normal? Não! Talvez seja até a intenção, fugir da normalidade, ser marginal, o outro lado sempre parece mais interessante, e mais errado, ah se houvesse coragem.


Medo, é o que há, medo de experimentar, medo de mudar, medo de, afinal medo de que? Não há, houve. E eu sei que você percebe mais que eu, vê além, alguém que me conhece melhor que eu mesmo, não é muito difícil quando se conhece até mesmo os segredos que cismo em esconder, de você, dele, dela, de nós.


Sem saída, é como me sinto, estranhamente, porque todas as portas estão abertas, mas ainda não sei o que fazer, o tempo está acabando, não sei o que vai acontecer, o tic tac d…

O Escárnio

Quantas vezes eu te disse que não seria eu aquilo, aquele, que procuravas?!
Eu insisti, trocentas vezes, eu te falei. Eu nunca fui confiável, você não admitia, mas no fundo sabia.
Quando decidiu me dar uma chance, você sempre soube que eu jamais, ouça bem, jamais, poderia retribuir aquilo que tu tanto querias de mim. Mas ainda assim você, em sua tão insuportável teimosia, e seu jeitinho compreensível, que ainda hoje me embrulha o estômago, quis ir adiante.
Eu avisei.
Quando digo que nasci pra antagonizar uma novela das oito, que tenho tendencias psicopatas, natureza bipolar, ou tantos outros distúrbios que já te falei, nunca, veja, nunca menti. Ah... você sempre com esse sorrisinho que dá nos nervos.
Olha eu já disse nunca me provoque...
Você quem quis passar por cima de todos os meu irritantes defeitos, quis me amar, quis me idolatrar... Você realmente é um ser insignificante mesmo, como pode se rebaixar a tanto.
Eu não vou voltar hoje, amanhã, nem nunca mais, sua existencia inexiste…