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O Escárnio

Quantas vezes eu te disse que não seria eu aquilo, aquele, que procuravas?!
Eu insisti, trocentas vezes, eu te falei. Eu nunca fui confiável, você não admitia, mas no fundo sabia.
Quando decidiu me dar uma chance, você sempre soube que eu jamais, ouça bem, jamais, poderia retribuir aquilo que tu tanto querias de mim. Mas ainda assim você, em sua tão insuportável teimosia, e seu jeitinho compreensível, que ainda hoje me embrulha o estômago, quis ir adiante.
Eu avisei.
Quando digo que nasci pra antagonizar uma novela das oito, que tenho tendencias psicopatas, natureza bipolar, ou tantos outros distúrbios que já te falei, nunca, veja, nunca menti. Ah... você sempre com esse sorrisinho que dá nos nervos.
Olha eu já disse nunca me provoque...
Você quem quis passar por cima de todos os meu irritantes defeitos, quis me amar, quis me idolatrar... Você realmente é um ser insignificante mesmo, como pode se rebaixar a tanto.
Eu não vou voltar hoje, amanhã, nem nunca mais, sua existencia inexiste para mim...

Fim de mais um ritual diário...

Comentários

  1. Menino, profundo isso..chega até a assustar...rss...Beijos.

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