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Mostrando postagens de Setembro, 2010

Formidável Mundo Cão

Só não sei o que mata mais, teu silencio ou tuas secas palavras molhadas. Já não quero mais responder as tuas perguntas, nem ouvir seus comentários miseráveis, seus julgamentos... E esses seus olhares? Não, não aguento. Mas não se cale, não quero, tampouco se omita ou me deixe só, eu tenho medo do escuro, do inseguro, dos fantasmas da minha voz. Mas vá, saia já daqui, agora, para sempre, e em nenhum instante. Não sei, não sei o que quero, o que penso, o que é... Apenas enxergo à minha volta tudo o que não quero, agora, são todas essas coisas que eu odeio girando ao meu redor, voltando à mim. E um basta, meu basta, não basta. Não, não quero te ver, porque sempre que você vem e vai, me fere, leva tudo com você, e se pudesse levava até a saudade mas sempre deixa, impregnada em cada fração de mim. Ehh... Tudo mais conspira ao pior, meu pior, meu melhor, ao desespero, ao suicídio... E à covardia... Brinda-se. E como se não fosse o suficiente, me calo, me sufoco, me afogo, e você não me afaga. Vo…

Disfarça e chora

Quem é mais sentimental que eu?    Sempre soube que a pessoa mais sentimental que eu conhecia era eu mesmo. Sempre soube que meus sentimentos exagerados e sempre tão a flor da pele, dificilmente me levariam para onde eu tanto queria. Sempre soube, como isso fosse fazer alguma diferença.    Eu sempre soube de tantas coisas... Sempre soube que viver não seria fácil, mas nem por isso eu deixei de fazê-lo. Teimosia, eu sei. Quem vê assim é capaz de pensar... Eu sei de tantas coisas, sou quase um orákulo, um gênio. Ah, a quem queremos enganar? De que adianta tanto saber, se pouco se pode fazer, ou mais apropriadamente, pouco sou capaz de fazer.    Sempre soube que nunca soube controlar meus sentimentos, sempre soube que firmeza era algo que me faltava nesse aspecto, mas saber não fez a menor diferença. É sempre como um ciclo, uma onda, vem e vai, sempre volta. É só falar com você, pensar em você, olhar pra você... Eu queria ter você aqui, sabe, como nos velhos tempos?!    Ai você vem e di…

50 por 1

O tic tac acelerado do relógio não disfarça a ansiedade do tempo, que corre sem sair do lugar, perdendo-se de vista os próprios ponteiros. Hoje deixaram uma encomenda na porta daqui de casa, não sei quem pode ter sido. Era uma caixa preta, com detalhes em prata, ou ouro, não sei se sou capaz de, nesse momento, diferenciar. Uma embalagem muito bem feita, coisa fina, mas sem remetente. Não pude exitar em abrir aquelepacote, a curiosidade nãopermitia. Mas e se fosse uma bomba? Ah, que se exploda – pensei – mas de certo aquilo não seria uma bomba. Me enganei. Era, de fato, uma bomba, não daquelas que faz “boom”, mas daquelas que faz “tum-tum-tum” no coração. Dentro da pequena caixa havia um papel de seda revestido todo o seu interior, protegendo aquilo que os correios intitularam de “frágil”. Ora, frágil sou eu, no dia que aquilo se tornar frágil, de fato a professia do fim do mundo se tornará realidade. Junto ao embrulho de papel, um guardanapo com apenas uma pergunta: “Será que isso ainda…