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M.

Eu poderia te amar, mas não amo. Assim parecemos mais iguais, nesse jogo desregrado, que você, mulher, insiste em me prender. Faz que não percebe, não durmo a dias, meses, passo as noites a te querer, velando teu sono, sonhando teus sonhos, imaginando-me nos mais sórdidos. À noite, quando o café já nem faz mais efeito, é outra, diferente do que é, do que faz questão de ser, tão plena, mansa, menina aninhada, nos sonos mais profundos, em meus braços. Clichê, mentira, calúnia, crime inafiançável te ver e não te querer, improvável, impossível. Dá-me teu veneno que eu tanto gosto, essa tensão, paixão, tesão... Eu não te amo, eu apenas te quero. Não me reconheço mais, fizeste de mim um típico cafajeste, um cafajeste apaixonado...  Me encontra onde ninguém mais pode ir. E eu já nem me importo mais, nem com o medo, as aparências, os gostos e desgostos, nada importa. Eu te quero, agora, para sempre e por um instante. Na cama, na lama, em lugar algum, num lugar qualquer, um lugar comum. Eu não te amo, é a única certeza que me falta, e um olhar é tudo que eu preciso... pra te convencer.

Comentários

  1. E esse plágio explícito de título?! ABSUURDOOO! Esse título é MEU! hahahaha...
    Brinks!
    Adorei!
    Agora é vc q vai ter q me dizer o porque dessa letrinha misteriosa :P

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  2. parabéns pelo blog! mto legal mesmo!!!

    bjão
    www.blogdatruzzi.blogspot.com

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  3. Boa!! GOstei dessa visão e desse jeito de expor!

    []s

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  4. Simples e romantico sem chegar ao peguismo, curti mesmo


    http://www.pequenosdeleites.blogspot.com

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  5. Su, adorei o lirismo com que vc teceu o texto. E pode parecer pretensão, mas senti algo em comum na nossa maneira de escrever... Ao menos NESSE texto especificamente. Só me explique o título =x hahahahahaha

    muito boas as figuras que vc usou. ^^

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  6. bom texto e lindo blog.

    o desejo às vezes nos devora.

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