Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2011

Olhos meus

Sempre é mais simples estar do outro lado do espelho. Fácil entrar nesse jogo, rir com as regras, brincar de gente grande, difícil ganhar, impossível não perder. Afinal de contas quem mede a facilidade? Quase um dom, ser camaleão, se camuflar, adaptar-se as mais diversas situações, passar despercebido, simplesmente... passar. Sempre fui de colecionar sentimentos, decepções, amores, falsos amores, carinhos, e demonstrações públicas de afeto. Acumulei fingimentos, quereres e posses. E o que era verdade? Moldando-se de acordo com as vontades, e alardes. De quem? Pra quem? Por quem? Dançando conforme a música. Suavizando feridas, remoendo angústias, sempre inadequadamente adequado a situação. Nem havia razão de se importar com nenhuma palavra, sussurro, gesto, sorriso, ou olhar. Difícil até de reparar. Andava tão à flor da pele que questionava o valor, e somente seduzia, digo, deduzia: nada importa! Quem se importa? Doía, doía saber que cada palavra esbravejada ali, morreria ali. Sem sentido…