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Mostrando postagens de Setembro, 2011

Amiúde

Perguntaram por onde andei, caminhei pelo tempo. O tempo todo não foi tempo demais, era pra sempre, mas o pra sempre sempre se vai. Entre becos e favelas, perdi as palavras, por entrelinhas e canções, perdi a razão... As palavras sempre escapam quando se fala de verdade. Não me repito no verbo, vou fazendo coerências, fingindo que alguma coisa por aí faz algum sentido. No mais, o mais do mesmo fica por sua conta em risco. Risco de se encontrar, no olho da tormenta e se salvar. É o que te define, destaca, frustra? Vai lá e diz pro mundo cair por aqui, diz que o sol ainda gira lá fora. Enquanto o asfalto ferve, pulo de nuvem em nuvem. Aqui dentro tá frio, meu peito, a ponta de um iceberg. Perdão pela falta de jeito, de tato, não tenho o costume, o princípio me basta. Sou bicho bruto, estrangeiro, filho da selva, selva de pedra. Bastardo do concreto, mundo afora dizem-me abstrato. Agora sou eu quem digo, cai mundo, bem aqui na minha mão, desce das costas que já tá pesado por demais.