12 de outubro de 2011

Beijos, Blues e Poesia

Sinto falta da consciência que não tive, do que me recusei a ser, do que não me deixaram fazer. Sinto falta do que não quis, do que não ouvi, do que não vi, do que não vivi. Sinto falta do que não pensei, do que não falei, e do tanto de tempo que esperei. Sinto falta de ter parado, de ter te parado. Sinto falta de não ter arriscado, de ter aceitado, e de tantas vezes ter relevado. Sinto falta dos sapatos que não usei, da areia que não pisei, do bom dia que não dei, do elevador que não segurei. Sinto falta do amor que não te dei, daquele beijo que não roubei. Sinto falta de um mundo. Sinto falta de um tudo. Sinto falta de ter sido. Sinto falta da culpa que não tive, e da coragem que me faltou. Sinto falta de acordar, e de ir dormir. Sinto falta daquele em quem me transformei, e que não quis ter a chance de ser quando podíamos ser, quando queríamos ser. Sinto falta da minha velhice. Sinto falta da minha criança. Sinto falta dos 15. E se eu soubesse a falta que a falta faz sentiria falta dos próximos 15.

3 Sincericídios:

  1. O passado não fica para trás, retorna em toda sua virtualidade, em tudo que poderia ter sido. O futuro do pretérito é mais agora do que qualquer pretérito perfeito.

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  2. nunca será suficiente.
    mesmo nas melhores vidas.


    até.
    bjo, bjo, bjo...

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  3. "Sinto falta do amor que não te dei, daquele beijo que não roubei."
    Sim, exatamente...
    Mas talvez tenha sido melhor assim.

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Mentiras sinceras, me interessam...