Estou longe, tão longe, distante, de mim e tudo que possa ser meu. Milhas e milhas distantes do meu amor.
Hoje o que me leva pra perto são quadradinhos, mínimos, cinzas, letras miúdas, e um desconforto absurdo, desconforme. Um grito abafado que teima percorrer caminhos errados, ouvidos errados.
Queria poder voltar, mas tornei-me refém de meus próprios desejos, preso num conto, sem um conto. Cinza e concreto, na selva de pedra viro camaleão, e por entre chuviscos ácidos, me esqueço da idéia, era boa, mas perdeu-se, e nunca voltará. Melhor assim.
Estamos a um passo do ultimo respiro do ano, um passo do fim... Do mundo? Nem de longe, na era louca da sustentabilidade, onde a lei é recriar, reciclar e reduzir, o mundo merece ser reformado, está sendo, a muito tempo, você não viu?
Quanto ao sr. Ano Velho, obrigado 2011, "você foi duro, trepidante, e fundamental".
Que venha dr. Ano Novo, e por favor esquisitos de plantão, poupem nossos culhões, o mundo não vai acabar, ou melhor, "o mundo como conhecíamos, até aqui, já acabou faz tempo, nós é que estamos, vagarosamente, tentando nos acostumar com a nova velocidade das coisas."
E já que o mundo já acabou, feliz mundo novo.
(Referência poética e literária a Marcelo Tas, http://m.terra.com.br/blogdotas/content?post=/2011/12/30/o-mundo-acabou-feliz-mundo-novo/)

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirVOLTA, LIPO!!!!
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