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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Camila,

Como vai você? Eu preciso saber da tua vida, peço a alguém pra me contar sobre o seu dia, amanheceu e eu preciso só saber, como vai você? É assim que se começa uma carta? De certo modo, sinto que essa é a única maneira que encontrei de ser ouvido. Você sumiu, se encontra tão distante e inacessível. Como chegamos a esse ponto? Quando nos tornamos dois desconhecidos? Nos últimos dias, sempre que precisei falar você escapou, talvez você tenha medo de me ouvir e continua insistindo em fugir, valendo-se de um falso direito de modificar as vidas ao seu redor e partir, esquivando das responsabilidades, da coerência. Zero, anos depois, voltamos a ele. Do nada viemos e ao nada voltamos, o mesmo início e o mesmo fim, simultâneos. Já nem adianta estancar as feridas abertas e pulsantes, independentemente das razões que nos trouxeram aqui, agora, nos interessa mais as soluções, o caminho de volta. E faremos assim, como quiser... Palmas e arrepios a parte, este retrato me assusta, aflige, muito ma…