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Mostrando postagens de Julho, 2012

Deja vu

Punho cerrado sobre a mesa, sombras espalhadas pelo chão, não passam de Meroe reflexos do meio. Escorre pelos dedos um coquetel de sangue, suor e lágrimas, minhas unhas desenham cicatrizes que durarão duas vidas. Isso deveria importar, mas não faz diferença. Meu interior sendo invadido, a um passo de jogar tudo fora, tanto esforço lançado a esmo. Sinto perder os sentidos, vou ficando frio, estático, perdendo controle da situação, prepotente, não permito demonstrar fraqueza. Então, olhos nos olhos, dou de ombros, sorriso nos lábios, falso, crédulo o suficiente. Me retiro, tranco as portas do meu quarto, e me obrigo a pensar um pouco mais, o mais rápido possível. Lidar com pessoas nunca foi meu forte, talvez elas precisem aprender um pouco mais. Enquanto todos confraternizam na varanda, me odeio por permitir que tenham efeito sobre meus pensamentos, e todos esses sentimentos. Deveriam ser irrelevantes. Afinal quem pensam ser? Outro dia me disseram que não se pode subestimar o poder …