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Mostrando postagens de Novembro, 2013

três

ponteiros sobrepostos exalam o odor desta angústia que se faz presente por anos e anos outra paixão ululante incapaz de satisfazer dois corações outra paixão desconhecida que num único olhar dispara o coração encharca a mão pularia muros barreiras penhascos por um largaria o mundo pela outra falaria se soubesse quereria podíamos ser um podíamos ser dois podíamos ser três vaga-lumes dançam fora de órbita na parede do quarto escuro do lado vazia da cama a dor do que foi omitido parte de tudo que não foi permitido ela uma pedra preciosa subliminar translúcida ele estranho e forasteiro dois olhares dois sorrisos dois mundos de frente pros dois minha garganta estranha poderíamos ser um poderíamos ser dois poderíamos ser três

Lírico

Era de oito a oitenta. Vivia de extremos. Passava os dias por um fio. Evitava meio termos. Por detrás do eu lírico escondia meus vícios. Negava o natural. Fazia de tudo normal, normal demais. Afastava-me de conceitos. Criava pretextos, pós textos, mas nas entrelinhas era onde me perdia. Dizia ser metamorfose ambulante. Descobri-me sem forma. Na dúvida, não me cabia, não me encaixava, não funcionava. Nas raízes, criei asas. Todo são. Tantas certezas em vão. Acordei no topo do mundo, no fosso, de ponta cabeça. Criando o medo. Criando a culpa. De tão minha já nem me cabia. Descobri-me forte. Descobri-me grande. Indefinido. E de tantas definições, falácias, um nada. Do nada, ao nada. Passou como um sopro. Ríspido e afoito. Incontinente. Híbrido. Daqueles termos, fiz os meios e  os fins. Esses se justificam e se alinham a esquerda. Espaçamento simples. Recuo. "Indivíduo sem prévias definições". Indefinições póstumas. Gosto mesmo é de gente, na mesma proporção, tanto ou mais, quan…