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Imensuravelmente



Se hoje eu te dissesse que foi amor você ainda aceitaria? Olhando dentro dos seus olhos, passando por todas as memórias esquecidas. Lembro dos dias, horas e meses. Lembro dos anos. Marcas na pele. Um nome. Dois pássaros. Sonhos a dois. A sós. Escrevo em prosa, porque minha poesia se esvaiu. Pela sarjeta, por rios e mares, por teus olhos, no dia em que te vi repousar os ombros sobre mim. Olhando de fora perco-me das paralaxes. Agarro-me às tuas molas, às curvas do teu corpo, ao contorno dos teus olhos. Cigana obliqua e dissimulada. Capitu. Pagu. Monalisa. Tal qual, paralisa. Meu sobrenatural é o teu normal, teu simples é o meu absurdo, não há ciência aqui pra te resumir. E a cada novo sol, a cada nova chuva, estaremos sempre juntos, pelo segundo enquanto durar o infinito. Sempre que te fitar, lembrarei que já amei o mar.

À Mariana.

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