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Mostrando postagens de Outubro, 2014

Nome Qualquer

Dias comuns quase sempre são tão comuns… 
Esta noite quando a insônia bateu à porta, hesitei em responder, sem qualquer cerimônia resolveu entrar. Duas, três, quatro horas, quem conta? Dividimos a mesma marca nos olhos, a mesma xícara de chá, os mesmos clichês. Olhos nos olhos, confabulamos sobre o infinito, e sobre como as coisas morrem. A graça de que tudo que é imortal não morre no final. Trocamos bilhetes rabiscados nos vazios de nossa pele. Provamos daquela ironia tão perversa, àquela que nos cabia. Terminamos sobre o carpete, bêbados e apaixonados, meio a gargalhadas estridentes, quase tímidas.
- Apenas acredite na simetria das coisas.
Concluímos que ambos abusamos de métodos equivocados. Você não precisa de fato abrir a caixa para ter plena certeza de que o gato está morto. Há fortes indícios para tanto. O gato morreu há tempos. Não faz o menor sentido abrir a caixa e encarar o tamanho do estrago. Não hoje, não agora. Simplesmente não, porque não. Não há o que se fazer se o ga…