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Nome Qualquer


Dias comuns quase sempre são tão comuns… 

Esta noite quando a insônia bateu à porta, hesitei em responder, sem qualquer cerimônia resolveu entrar. Duas, três, quatro horas, quem conta? Dividimos a mesma marca nos olhos, a mesma xícara de chá, os mesmos clichês. Olhos nos olhos, confabulamos sobre o infinito, e sobre como as coisas morrem. A graça de que tudo que é imortal não morre no final. Trocamos bilhetes rabiscados nos vazios de nossa pele. Provamos daquela ironia tão perversa, àquela que nos cabia. Terminamos sobre o carpete, bêbados e apaixonados, meio a gargalhadas estridentes, quase tímidas.

- Apenas acredite na simetria das coisas.

Concluímos que ambos abusamos de métodos equivocados. Você não precisa de fato abrir a caixa para ter plena certeza de que o gato está morto. Há fortes indícios para tanto. O gato morreu há tempos. Não faz o menor sentido abrir a caixa e encarar o tamanho do estrago. Não hoje, não agora. Simplesmente não, porque não. Não há o que se fazer se o gato ainda estiver vivo. Bem, no fundo tratamos de escolhas, não?! Pois bem, concordemos que atirei o pau no gato e o gato está morto. Firmamos uma sólida exceção ao colapso objetivo. O vício é o fundamento de toda história baseada na obsessão. Mas se não há reciprocidade, não passa de mera insistência. É muito fácil ser cínico no amor. Talvez minha fama de mau nunca tenha sido suficiente. Passamos a maior parte do tempo tentando entender porque nunca conseguimos entender justamente o que estamos tentando entender. Não quero ser visto como um garoto preso entre sonhos e fantasias, mas hoje o acaso me mandou um sinal. Nem sempre a insônia é a última a dormir.

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