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Mostrando postagens de Novembro, 2014

A certa coisa certa a se fazer

A partir da presente data o quadro funcional desta sociedade anônima - e limitada - passará por um árduo período de decomposição. Nenhuma visão pré-concebida se sustentará. Demissões em massa de amantes vagabundos que não me valem mais. Cortes no orçamento comprometerão os setores responsáveis pela gestão de mágoas, delírios e paranóias. Também serão excluídos dos quadros sorrisos e lembranças. Velhos amores que adquiriram estabilidade e/ou cargos de confiança deverão passar por nova prova de títulos, ratificando as razões de ocuparem seus postos atuais. O prédio e arredores passarão por obras estruturais. Toda e qualquer certeza deverá ser trocada de lugar. Raízes deverão criar asas imediatamente. Levará algum tempo, mas todas as gavetas serão arrumadas com novos amores, decoradas com flores, um solo da banda mais bonita da cidade e blá blá blá.

Do Verbo

Sabe, você tem muitos problemas. Bem… Você está certo. Gostaria de não estar. Que se pode fazer? Só sei sentir. Ter coração é ter problema. Coração não pensa, só pulsa. O seu achou de pulsar num ritmo estranho. Mas e se meu ritmo for assim? Estranho. Descompassado. Talvez você precise entrar num descompasso diferente. Talvez eu só precise de alguém que saiba andar errado junto. Talvez você tenha de aprender a andar sozinho antes. Mas quem não sabe andar só? Me arrasto comigo mesmo há quilômetros. Você e seu ritmo… Ah... Acho que a busca do outro só adiciona ao seu caminho um peso morto que só serve pra lembrar que está ali. É que nem dor no apêndice. Amor é que nem ressaca. Achei que era como um boi. Também. Um boi de ressaca. Uma ressaca de boi. (...) Você buscou algo que te tirava da sua zona de conforto. Pareceu bom. Instigou e inspirou. Mas como é típico das coisas que não são pra ser, não foi. Não foi. (...) É coisa de querer... Saudade de... Saudade do que não foi. E de tudo qu…