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Inquebrantável


Quantas luas já não vimos despontar no céu? Quantos sóis, quantas chuvas, quantos trovões... A gente liga e desliga. Num surto qualquer, percebe os vícios que a vida tem, os giros que a vida dá. Quem realmente sabe das coisas? Dos vultos que cercam os olhos?A vida diga lá meu irmão, é uma sucessão de tediosos fatos repetidos. E o poeta clama pelo veneno, o antídoto, a coisa. Anestesia. O mesmo som, um novo tom. Duas notas. Novos dons. E como se chama? A mesma história. Velhos roteiros. Novos personagens, as mesmas máscaras. Uma eterna reprise de novela das nove, que nem sempre vale a pena ver da novo. Estamos aqui, sãos e salvos, loucos e santos, abrigados em nossos abraços.

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