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Metonímias e Aliterações


Passeio pelas estações ouvindo grunhidos repetitivos semi nocivos, até que me pego cantarolando trechos de uma música qualquer daquela dupla pop que ninguém lembra o nome, o rosto, ou a poesia, não que fizesse alguma diferença.
Hoje eu acordei olhei no espelho e não me vi.
Horas a fio, o celular ferve por entre as mãos, silencioso e inquieto. Ensaiei centenas de maneiras de dizer um simples Hello, i want you let me jump in your play, mas me perdoe se eu não sei jogar, ou se talvez o saiba além das regras que insisto em (não) quebrar. Um joguinho é até divertido quando você está por perto. Penso que irei dobrá-lo, deixar me bater, vamos lá, querido, fique mais um pouco. I'll get him hot, show him what I've got.
Revezo em encarar aqueles olhos, desejar aquela boca, e decifrar todos os teoremas fundamentais do universo. E daí que minh'alma segue num loop involuntário, divagando em diferentes infinitos... 
I need a hit, baby gimme it, it's dangerous I'm loving it, balbucio numa performance tão tosca quanto um dançarino do cantor Leonardo.
Oops, I did it again!
I wanna dance with somebody, I wanna feel the heat with somebody.
Faça algo, outra vez essa voz vindo de todos os lados, sem fazer o menor sentido. Eu não quero ser aquele que ri mais alto ou que nunca quer estar sozinho. Não quero ser aquele que envia mensagens às quatro da manhã. Eu estou descobrindo que não quero que minha história termine assim.

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